segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Biorremediação em Abatedouros

[Artigo] A Biorremediação não é de modo algum, uma tecnologia nova, na sua essência, é tão antiga como a vida na terra e é o método principal usado para degradar e mineralizar resíduos orgânicos que compõe o ciclo do carbono.
O termo pode ser definido como a utilização da potencialidade de microrganismos naturais desejáveis, cientificamente selecionados, adaptados e concentrados para intensificar os processos de tratamento de efluentes e solos contaminados.
É comum observarmos nas estações de tratamento de abatedouros a formação de depósitos de gorduras, exalação de odores provenientes da digestão anaeróbia incompleta e elevada presença de sólidos não degradados.
O tratamento de biorremediação – bioaumento utiliza produtos compostos de blends de bactérias de ocorrência natural, não patogênicas, sem modificações genéticas e não tóxicas. São altamente eficientes na degradação de compostos orgânicos, transformando gorduras, proteínas e lipídios em gás carbônico e água.
A aplicação dos produtos nos Abatedouros aumenta a eficiência de degradação de carga orgânica, camada de gordura, lodos e sólidos, permitindo que o sistema de tratamento geralmente composto por lagoas de estabilização consiga atender a legislação para seu lançamento no corpo receptor.

Estudo de caso:
Realizado no abatedouro de aves do Paraná, a unidade operava 5,5 dias /semana, 24 horas/dia, abatendo 250.000 aves/dia, gerando um fluxo médio de efluentes de 284 m3/hora.
O sistema era composto por 6 lagoas sendo que as duas primeiras estavam dispostas em paralelo e as outras 4 lagoas em série.
As lagoas apresentavam problemas de odores fortes, elevada carga orgânica e camada de gordura e lodo.
O tratamento durante o primeiro ano foi realizado com a inoculação de bactérias selecionadas aplicadas em uma das lagoas, ficando a outra com 50% do fluxo, sem tratamento algum, sofrendo apenas processos de degradação natural.
Um ano após o início do tratamento, a diferença entre as lagoas era muito grande tanto em relação à redução de carga orgânica, quanto em relação à aparência e acúmulo de gordura na superfície.
Os resultados foram os seguintes:
1)    Os odores desaparecerem
2)    Não há acúmulo de gordura na superfície das lagoas
3)    Redução de carga orgânica em DQO e DBO na saída final de 98,1% e 97,6 % respectivamente.
4)    Redução de custos com aeradores e construção de novas lagoas para aumentar a retenção e eficiência de degradação.
O processo de tratamento com o bioaumento é utilizado atualmente em diversos abatedouros de aves, bovinos e suínos e se mostra extremamente econômico, prático, seguro, garantindo ao cliente a eficiência exigida pela legislação por um custo mensal menor do que o valor investido na construção de novas lagoas.
Cristina Louro é Consultora Especialista em Biorremediação. Bióloga. Pós Graduada Engª Ambiental e Gerenciamento de Áreas Contaminadas e atua há 20 anos com produtos biorremediadores da Micro-Bac International, empresa de Biotecnologia, EUA. 
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